Arquivo para Agosto, 2009

A ARTE É REALMENTE MARAVILHOSA( algumas considerações sobre o recente DVD de Stevie Wonder )

Postado em artigos com as tags , , , em Agosto 8, 2009 por mstepon
"capa de Live at Last"

"capa de Live at Last"

Caros amigos ,

depois de ter assistido inúmeras vezes com atenção e emoção ) ao novo DVD de Stevie Wonder ( live at the last 2008 ); creio que já posso fazer algumas considerações a respeito para quem gosta de música elevada ao mais alto grau..

Se com dez anos , cego , Stevie Wonder tocava e compunha com teclado , gaita , percussão , bateria e seus belos vocais e melodias …e aos doze já tinha seu disco ao vivo …imaginem o que um talento nato deste está fazendo hoje aos 60…

Iluminação maravilhosa ; som e imagem com última tecnologia , músicos talentosos , repertório rico …tudo isso já era esperado para um grande artista como Stevie Wonder num DVD recente ( único feito para este formato) ; mas o que mesmo este apreciador que vos escreve não imaginava é o seguinte …

O espetáculo inicia-se com Steve Wonder sendo conduzido por sua filha ( backing vocals e também solo numa das músicas) com batidas ( percussão ) e Wonder marcando um tempo com palmas incluindo a platéia ( apenas 15 mil pessoas ) de cara no espetáculo ; inicia tocando gaita , a percussão e a marcação com palmas e vai entrando o naipe de sopro , o baixo elétrico e um encorpado Blues-jazz chamado “all blues” composto por Miles Davis .

Esta abertura de espetáculo parece remeter à a idéia de onde originou-se o Rock até atingir sua maior complexidade.

Creio que quase nunca havia assistido a um show tão diversificado e complexo musicalmente falando ( talvez o “Traffic live Santa Mônica 72” e o “ Gentle Giant on the box live 74” ) …

Voltando …a música “All Blues funde-se com a música “as if you read my mind “ verdadiro jazz moderníssimo entrelaçado com melodia sofisticadíssima e harmonia idem…arranjo de sopros e vocais e percussão ;

incrível como o rock pode ter chegado a tamanho grau de evolução sem perder a emoção !…


 

 A banda foi reformulada especialmente para este DVD …mas o diretor musical é o talentoso baixista Nate Watts que o acompanha desde meados da década de 70..

Mais á frente temos uma homenagem aos Beatles e Stones com arranjos e timbres surpreendentes …inclusive usando e abusando daquele instrumento “talk box” qquele caninho que o Peter Frampton colocava na boca e emitia sons solando em cima ) em meio a arranjos de sopro e etc…

Mais adiante a hora do improviso ( delírio par quem gosta de virtuosismo inserido numa estética melódica “Spain & intro to band “com início da imortal melodia composta por chick corea indo para solo de sax , solo dos percussionistas , bateria , baixo , dos dois sofisticadíssimos guitarristas e claro ..do mestre Stevie Wonder…criativo e moderníssimo como sempre

imperdível!…


Na hora da música “visions” a bela melodia e os arranjos que na versão de estúdio já eram complexos ; ganha mais emoção e complexidade com direito a reflexões de Stevie sobre os caminhos do mundo ( para quem não sabe Stevie Wonder é bastante engajado politicamente ; inteligente e sensível que é ) e solos de guitarra com efeitos , pedais e oitavas belíssimas …inacreditável e surpreendente ; e sempre inspitrado , claro!

Depois as irretocáveis “Sir Duke” e I wish” ; “ Superstition “ ( com sua letra crítica e iconoclasta…” superstição …se você acredita em que não conhece ; então você sofre …”

Com os maravilhosos e complexos arranjos originais ressaltados por uma banda imperdível.

O DVD termina com “As” belíssima , jazzistica e com arranjos adicionais surpreendentemente belos ….

Sem me alongar muito ; simplesmente um DVD com um repertório tal e uma qualidade musical que surpreendeu até quem já o acompanhava musicalmente falando .

TÃO-SOMENTE UM DVD QUE MOSTRA UM ESPATÁCULO COLORIDO , MODERNÍSSIMO, PRIMOROSO MUSICALMENTE ….UM DVD HISTÓRICO !!!


 

ARTE PURA DE STEVIE WONDER

 

liveatlast

Confira agora uma seleção de trechos do DVD:

 

http://www.youtube.com/watch?v=vLDz-ncPLtE

 

http://www.youtube.com/watch?v=nL-KvRXiOyY

 

http://www.youtube.com/watch?v=g-13YKaqiik&feature=related

O DESAFIO DE HOJE

Postado em poemas em Agosto 2, 2009 por mstepon

 desafiodehj

( homenagem a Carlos Drummond de Andrade )

 

Hoje

Ao que parece somos tragados

Pelo rio sem vau da veloz cidade

A vida – entrementes – ainda clama por ser

E nós – definitivamente- apenas estamos…

E tantas vezes  temos

tão-somente

os sentimentos que nos vendem…

Acasos forjados, espontaneidades fingidas…

 

Hoje, aqui e agora

Sentimos  não suportar mais

No vital momento das atitudes

Nossa alma amortecer

Embotar ,  parecer , perecer ;

adiar a vida…

 

Por incrível que possa parecer

 

O desafio de hoje é sentir!

O desafio de hoje é viver !

…de mãos dadas…

Sentirmos alguma vida.

++++

* direitos autorais reservados á Marcelo Steponkeviccius 2009

Homenagem à Júlia

Postado em poemas em Agosto 1, 2009 por mstepon

Júlia

JÚLIA
( síntese viva de um amor)

Nasceu Júlia – iluminada -
Não somente uma semente
Mas amor com sorte germinado
Veio à luz em boa hora

Seja bem-vinda Júlia!

Se algum dia sua presença foi medo
Hoje tão-somente ver-te
Faz migrar alegria em estado puro…
…alegria em demasia !

E sendo assim a qualquer momento
Um ensolarado sentimento desata
- Bem-querer-felicidade –
Que direto na alma incide
Como se transmutasse nossa vida
Num reino mediado por cores vivas …

Veja como sua mãe está repleta !
A um só tempo, esgotada e satisfeita
Tecendo já um amor sem-fim

Veja como seu pai está feliz !
Exalando poesia pelos cantos
- a poesia dos encantos -
de alguém que acabou de nascer …

Se atendes aqui na terra por Júlia
- em memória a seu bisavô Juliano -
Se renovas neste instante tanta gente
Tal qual presente de um Deus ressuscitado…
És síntese viva de um amor

***

Poema em Homenagem à  nossa filha Júlia ; verdadeira síntese viva de um amor … consorte germinado e presente de Deus.
SOBRE OS VESTIDOS DE JÚLIA

Quando em sedas passeia minha Júlia,
Penso : quão docemente flui
a liquefação de suas vestes.

Mas quando lanço minha vista
À vibração que a seu andar se livra
Sinto cintilações celestes.

ROBERT HERRICK (1591 – 1674 )

HOMENAGEM PARA JULIANO STEPONKEVICIUS

Postado em contibuição de amigos, poemas com as tags , em Agosto 1, 2009 por mstepon

 

julianostpFalando em poesia, na poesia da vida, para quem não sabe meu pai-avô
foi também poeta nesta vida.Foi também quem me incentivou a desenhar , escrever, e aguçou minha criatividade e interesse por tantas coisas. Neste Blog, em tudo o que crio de bom, há muito dele.Ofereço a todos este poema publicado na coletânea de poemas “Eu, você e a noite” e que guardo com carinho como tantas de minhas melhores lembranças…

 

 

O MUNDO ME DEU ESTA LIÇÃO

Grande amor, pobre amor,
Pobre amor, grande amor.
Um amor feliz, outro desprezado ;
Amor é sempre contrabalanceado.

Buscamos então luxo e riqueza
Mas, com luxo e beleza,
Algo também pode faltar:
Amor sincero em primeiro lugar.

Todo amor é sagrado,
É preciso estimar.
Sol nasce também para todos,
Não precisa procurar.

Não é por prazer choramos,
Não é por gosto que sofremos,
Não é por vaidade que amamos,
Não é por desprezo que morremos.

Quando os jovens amam,
Sentem-se no paraíso.
Se temos corpo e alma,
Deus também nos deu juízo.

Fator principal é ser inteligente,
Criado por Deus este vivente.
Deus é luz, Deus é sabedoria,
Deus é amor, Deus é harmonia.

Por JULIANO STEPONKEVICIUS

(Publicado em: “Eu,você e a noite,vol 1-Vários Autores-1970)

Gentle Giant

Postado em artigos em Agosto 1, 2009 por mstepon

Quando se fala em Gentle Giant, é bom ter em mente que trata-se de um grupo
que sempre cuidou do Rock com a mesma devoção que o Jazz, a Música
Sinfônica, a Música Barroca e a Música Eletrônica.

Esta controvertida banda criou um dos estilos mais peculiares da Música Progressiva, pois englobaram e fundiram, em sua obra, elementos de Música Medieval, Renascentista,
Barroca, Jazz, Rock e Eletrônica de forma jamais vista, e tudo isso apoiado
em sofisticadas e complexas técnicas de contraponto e harmonia, além de
dissonantes arranjos vocais. Thierry Chatain, em sua Pequena História do
Rock’n'Roll (na História da Música Ocidental, de Jean & Brigitte Massin,
editora Nova Fronteira), escreveu que o Gentle Giant é uma “espécie de
orquestra de câmara elétrica”. Ao lado do King Crimson, puseram as cartas da
quebradeira na mesa.

Isso quer dizer que foram responsáveis por uma música
de mais difícil digestão e de mais difícil consumo, que exige algumas
atentas audições para acostumar o ouvido e para que se “adquira o gosto”
pela mesma, ou então, para que se forme uma opinião quanto a gostar ou não
gostar; o contrário do que fizeram Yes, Genesis e Emerson, Lake & Palmer,
grupos mais sinfônicos e autores de obras “um tanto mais ‘acessíveis’”
dentro do universo progressivo (principalmente o Yes). Por tudo isso o
Gentle Giant é um dos mais perfeitos exemplos da máxima: “ou você o ama ou
você o odeia”. Vamos à sua biografia e discos.

A história desse eclético grupo é basicamente a história dos irmãos Shulman
e seus amigos, tendo seu início em Portsmouth, Inglaterra, local esse que
veio a ser a residência da família Shulman, quando se mudou de Glasgow. Os
dois irmãos mais velhos, Phil e Derek Shulman, nasceram nos Gorbals de
Glasgow, Escócia (datas ignoradas). O pai deles era um trompetista de Jazz
que tocava à noite e atuava como representante de vendas durante o dia para
sustentar a família

. O primeiro contato de Derek com o Rock aconteceu em 1963, quando os
Beatles tocaram em Portsmouth. Derek matou as aulas no dia do show,
escrevendo um bilhete falso em nome de sua mãe, dizendo que precisava sair
mais cedo porque estava doente. Ele teve tanta falta de sorte, que o filme
da TV focalizou-o, fazendo com que aparecesse no noticiário noturno daquele
dia. Acredito não ser necessário contar o resto…

A primeira experiência musical semi-profissional dos dois foi em 1965, com
um grupo chamado “The Howling Wolves”, que tentava tocar Rhythm & Blues,
como os Stones. Como eles não tinham empresário, convidaram o irmão Phil
(cerca de dez anos mais velho que Derek) para a tarefa. Nessa época ele
estava na escola se preparando para o Magistério. O primeiro show que
conseguiu para o grupo foi em sua própria escola, pela cifra de dezoito
libras.

O grupo logo mudou seu nome para “Road Runners Rhythm And Blues” e
conseguiu realizar uma série de apresentações. Phil entrou em cena como
músico quando eles se conscientizaram que, para ser um grande grupo de
Rhythm & Blues, precisavam de um saxofonista. Phil concordou e comprou um
Adolph Sax e começou a aprender a tocar. Com o desenvolvimento de Phil como
músico, conscientizaram-se que deviam arranjar outro empresário. Procuraram
um sujeito em Portsmouth que tinha a fama de ser o “tal”. O sujeito prometeu
que os transformaria em megastars se eles mudassem o nome do conjunto para
“Simon Dupree & The Big Sound”. Para afirmar suas promessas, arranjou
apresentações em Southampton e Bournemouth. Mas os Shulmans começaram a
sentir que o melhor caminho a seguir era o Pop.

Nesse estágio estavam sendo
empresariados por um produtor da BBC (British Broadcasting Corporation,
rádio e TV inglesas), John King. John levou-os para Bristol afim de
realizarem uma modesta gravação, ou seja, uma fita demo, de demonstração.
John mostrou a tal “demo” para a EMI. Continha a música I See The Light, dos
Five Americans. A EMI por sua vez convidou o grupo para uma demonstração ao
vivo. Derek conta que eles tocaram em frente a três produtores, sentindo-se
muito embaraçados. Mesmo assim a EMI assinou com eles um contrato de cinco
anos. Com o contrato em mãos, uma verdadeira façanha, procuraram uma agência
de negócios. Arthur Howes os empresariou e conseguiu uma excursão com Helen
Shapiro e os Beach Boys.

A essa altura, I See The Light já era um single
tocando nas rádios. Dois outros se seguiram: Reservations e Daytime
Nightime. Como essas músicas, de autoria deles, não davam em nada, pediram
ao John King que arranjasse uma boa canção. John conseguiu numa tal de
Robbins Music, uma música chamada Kites. Derek conta que a música era tão
ruim que quase desmancharam o negócio por causa do “grava/não grava” que
saiu.

Conclusão: fizeram uma aparição no programa “Top Of The Pops” (da
BBC), partiram para a Suécia e quando voltaram Kites fazia sucesso. Chegou
até o quinto posto das paradas inglesas. Com o sucesso, fizeram muitas
outras excursões pela Inglaterra e para surpresa de muitos, numa dessas
excursões o tecladista deles foi temporariamente substituído por Elton John.
Embora estivessem indo relativamente bem, já nessa época começaram a receber
opiniões desfavoráveis a respeito de seu estilo musical.

Para fugir um pouco dessa situação, Derek e Ray gravaram secretamente um
compacto com a música We Are The Moles. Embora a intenção da dupla Moles
fosse atingir o sucesso, eles não conseguiram passar do 20º lugar nas
paradas inglesas. Isso fez com que continuassem tentando com o “Big Sound”
até o fim do ano de 1969. Mesmo depois de virem a conseguir um relativo
êxito numa temporada realizada no clube Stockton Fiesta, resolveram
dissolver a banda e fizeram uma apresentação de despedida, totalmente
maluca, na Universidade de Bath. Essa apresentação foi coroada com um buquê
de rosas entregue a eles por Adrian Henri, um badalado poeta no cenário de
Liverpool, na época.

De acordo com Derek, eles dissolveram a banda porque não estavam satisfeitos
com os músicos que os acompanhavam e também porque acabaram se aborrecendo
com o nome “Simon Dupree”. Em outras palavras, já estava na hora de passar a
limpo essa situação. E para passar a limpo alguma coisa em termos de vida,
nada melhor do que um período de reflexão.

Embora o “Big Sound” não trouxesse satisfação musical e pessoal aos
Shulmans, quando a banda terminou, eles tinham dinheiro suficiente para
descansarem um ano e formarem uma nova banda. Essa banda seria nada mais,
nada menos que o Gentle Giant.

O “Simon Dupree” era um grupo pop, sem graça, e os Shulmans logo perceberam
que com ele estavam insistindo sobre uma tecla desafinada, principalmente
quando analisavam o contexto inglês da época, e sentiam o crescimento dos
grupos progressistas. Foi quando decidiram criar o Gentle Giant.

Iniciaram seus ensaios durante o ano de 1970 e segundo eles mesmos, tiveram
a sorte de serem apresentados por um amigo de Phil a um tecladista de nome
Kerry Minear. Kerry tinha uma excelente formação, recebida na Academia Real
de Música, por onde também passou outro tecladista, Rick Wakeman (Strawbs,
Yes). Ele acabara de voltar de uma malfadada viagem à Alemanha. Havia ido
para lá junto com uma banda chamada Rust, cujo insucesso foi total e fez com
que a miséria tomasse conta dele, até o ponto de precisar ser repatriado por
seus pais. Essa brincadeira de mau gosto angustiou Minear por cerca de
quatro meses (em território alemão) e quando os Shulmans o encontraram ele
parecia um refugiado.

Kerry Minear, um dos músicos mais eruditos que o rock já conheceu, começou a
tocar piano aos sete anos de idade e antes de chegar à Academia Real teve
algumas experiências musicais em conjuntos. No primeiro deles, ele tocava
bateria, passando pouco depois à guitarra. Em casa, gostava muito de cantar
em dueto com seu pai. Na adolescência, achou que devia estudar música
clássica, escrever, compor. Essa aspiração fez com que ele chegasse a obter
o grau em composição e regência na Academia, um título pouco comum e também
difícil de ser conquistado, com conhecimento suficiente para comandar uma
orquestra sinfônica.

Com a formação jazzística que os Shulmans receberam de seu pai, somada à
formação barroca e clássica de Kerry Minear, nascia o núcleo do Giant.
Quando Kerry veio a Portsmouth pela primeira vez, para ensaiar, trouxe
consigo um guitarrista. Os Shulmans gostaram muito de Kerry, mas não sabiam
como dizer a ele que o guitarrista não servia. Quando criaram coragem,
Minear também disse que não gostara dele. Através de anúncios no jornal
Melody Maker contrataram o guitarrista Gary Green e o baterista Martin
Smith. Gary era de Stroud Green e seguramente era um dos vinte e tantos
guitarristas que eles ouviram através do anúncio.

Com os três Shulmans – Derek (guitarra, baixo, sax, violino e vocais), Phil
(sax, trompete e vocais principais) e Ray (baixo, guitarra, violino e
vocais) -, mais Gary Green (guitarras, sopros, percussão e vocais), Kerry
Minnear (teclados, violoncelo, sopros, percussão e vocais) e Martin Smith
(bateria), o Gentle Giant gravou seu primeiro LP, pela Vertigo. O produtor
era o célebre Toni Visconti. O LP não fez o merecido sucesso na época, mas
serviu para o grupo estabelecer um certo padrão musical. Esse padrão
firmar-se-ia ainda mais no segundo LP.

Um detalhe é que todos os integrantes cantavam, com os solos vocais a cargo
principalmente de Derek (a voz hard-rock, de rock mais pesado, voz mais
grave), Kerry (a voz suave, etérea) e Phil (cuja voz se situa, por suas
características, no meio das duas anteriores, no meio-termo).

Mais uma coisa: quase todos os músicos que passaram pelo Gentle Giant são
virtuoses e grandes compositores. Kerry Minear, o tecladista, é um dos
melhores do mundo (também como melodista), apesar de subestimado, assim como
acontece com Tony Banks, do Genesis.

· GENTLE GIANT (1970)
· ACQUIRING THE TASTE (1971)
· THREE FRIENDS (1972)
· OCTOPUS (1973)
· IN A GLASS HOUSE (1973)
· THE POWER AND THE GLORY (1974)
· FREE HAND (1975)
· INTERVIEW (1976)
· LIVE – PLAYING THE FOOL (1977)
· THE MISSING PIECE (1977)
· GIANT FOR A DAY (1979)
· CIVILIAN (1980)
· OUT OF THE WOODS – BBC SESSION (coletânea póstuma comentada acima) (1996)
· EDGE OF TWILIGHT (coletânea póstuma comentada acima) (1996)
· THE LAST STEPS (coletânea póstuma comentada acima) (1996)
· UNDER CONSTRUCTION (mini box set comentado acima) (1997)
(ao vivo lançado pelo selo King Biscuit comentado acima) (1998)

MARCELO STEPON

 

Videos:

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma Biografia possível sobre Gentle Giant

Synergy-Larry Fast(Breve artigo)

Postado em artigos em Agosto 1, 2009 por mstepon
LARRY FAST (TÃO -SOMENTE UM DOS MAIORES COMPOSITORES E TECLADISTAS DE TODOS OS TEMPOS )
 
 
 
 
larryfast
 
 
 
 
 Apesar de sua rica obra, pouco se fala sobre LARRY FAST (cujo pseudônimo é SYNERGY) ; quando acontece de aparecer algum artigo, o destaque parece cair sempre num ciclo vicioso : o fato deste artista ser um mero adepto das inovações tecnológicas em termos de teclado.
Sim, Larry Fast é um futurista, vanguardista, adepto da tecnologia e inclusive inventor de instrumentos eletrônicos para teclados, PORÉM, muito para além de mera tecnologia, Larry Fast é um músico que alia com arte e sutileza sua SENSIBILIDADE, CRIATIVIDADE,
experimentalismo e inovação com um pé no futuro outro na rica tradição da música clássica ou mesmo nas melodias das primeiras décadas do século passado.
Logo em seu primoroso disco de estréia “Electronic
realizations for Rock Orchestra” de 1975 , o músico chamou atenção em demasia de grande parte dos apreciadores da boa música sintetizada ; isto em tempos de plena idolatria por RICK WAKEMAN e seu mais do que clássico clássico ( e muito bom por sinal ) “Viagem ao centro da terra”.
Pois é ,para este cara que vos escreve, Larry Fast realizou foi mesmo a “viagem ao centro do cosmo em expansão”
dando a impressão de que suas composições tecem
texturas musicais incríveis dentro de uma geometria de timbres e sons tecidos por sutis fios de ouro e prata e chips…TECNOLOGIA COM EMOÇÃO E PULSAÇÃO.

Logo após o lançamento do primeiro álbum convites não altaram , mas quem ficou com o tecladista por mais tempo foi o PETER GABRIEL desde o seu primeiro disco , se não me engano, de 1976, ou seja desde que decidiu pela saída do antológico GENESIS e o conceituado grupo de rock progressivo NEKTAR. Hoje ( 2005) trabalha e participa dos discos de TONY LEVIN , exímio baixista ex- integrante da banda de Peter Gabriel do lendário ( e delirante e cerebral
KING CRIMSOM).

Conheço infelizmente apenas quatro discos do Larry Fast :
Games ( 1978 ) , Audion ( 1881 ) “Experimentos com
computadores” ( 1982?) e a já referida obra de arte ou
orquestra sinfônica eletrônica “Electronic realizations… (
1975 ) . Garanto que todos estes
possuem um PADRÃO
DE QUALIDADE MUSICAL EXCELENTE. Meus preferidos – até
o momento – são o “Electronic…”e o “Audion” .

Pois é, privilégio terá quem ouvir sua música, entender o porquê da escolha do pseudônimo SYNERGY. Sinergia , uma das palavras mais estimulantes de nossa língua define perfeitamente a obra de um dos compositoores e tecladistas mais expressivos de toda música moderna do final do séc. 20 e deste início de século 21. E, por favor ,
não me venham falar do Jean Michel Jarre (rs) …

 

 

 

Confira,quem puder,algum material deste grande

 “artista da  cibernética sonora”.

 

SALVE SIM LARRY FAST E TODA SUA OBRA SINéRGICA !!!

Por Marcelo Steponkevicius ( 10 de 2005 )
 
 
 

 

 

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Ride